quarta-feira, 10 de novembro de 2010

- Memórias - Começo de tudo -



 - Não sou bom com memórias, não mesmo, na minha infância tive muitos motivos pra deixar tudo de lado e procurar uma nova tangente que me levasse para um mundo aonde eu não via a necessidade de me reprimir. Família meio que problemática, conflitos entre pai e irmãos e eu . . . sentado na sala com cinco anos de idade e na mente um sentimentalismo que começava a lentamente se desenvolver. Sempre fui de me importar com coisas que ninguém se importava, coisinhas que podem ser pequenas, mais dentro de mim abalas as estruturas e me faz acreditar em algo novo. Alegria de viver. -

- Sempre fui motivos de risadas na escola, o fato de parecer um pão de queijo realmente é pra dar risadas, mais detalhe, eu parecia, hoje não pareço mais (eu acho), sempre nas brincadeiras de super herói com os colegas, todos pegavam os papeis mais sensacionais, como o Zorro, e eu era simplesmente o Capitão Garcia, um velho gordo, bigodudo e comedor de rosquinhas. Isso parecia que não me abatia, mais me abateu tanto que até hoje nunca esqueço do velho comedor de rosquinha. -

        Este é o Capitão Garcia
- Eu sempre estudei em escolas particulares, quando na quarta série, mudei para uma escola pública, foi ai que a revolta bateu na minha porta, pelo o fato de eu sempre ser alvos de piadinhas na escola, eu me revoltei com isso, me tornando um garoto muito agressivo, sentimental e muito ignorante. Nunca imaginava que dois anos numa escola pública poderiam me ensinar tantas coisas, uma delas foi viver sob pressão, e saber lidar com vários tipos de pessoas, tanto aquelas que me ofendiam ou aquelas que me chamavam de coitado ou excluído eu tratava bem, pois uma coisa que aprendi, o "mal" não se cura com o próprio "mal" mais sim com uma grande dose de paciência e principalmente jogo de cintura. De fato eu não tive infância, se eu for tirar cinco historias pra contar pelo menos oito delas serão de arrepiar os cabelos. -

- Até então eu morava em uma cidade que eu adorava morar, Campinas, mais por ironia ou felicidade do destino mudei pra uma cidade que eu nem sabia que existia no mapa, sinceramente quando eu ouvia falar o nome imaginava que era uma horta "ginorme", mais não é uma cidade. Hortolândia a cidade do "horto" ( ironias a parte). Foi ai que a minha historia mudou totalmente de cenário. De um garoto agressivo a um garoto isolado e atentado, do estilo " da o tapa e esconde a mão". Já fiz várias crueldades com muitas pessoas, na época era o único jeito que eu achava de extravasar minha raiva e até então foi assim que sempre me virei. -

Continua . . .

Um comentário:

  1. Memória

    Somos aquilo que lembramos:
    marcas indeléveis de arrulhos
    e aquilo que esquecemos:
    sombras apagadas de arrufos.
    Nas trilhas da lembrança
    e do esquecimento,
    caminha a memória
    deixando rastros de nossa história.

    by Rozana Gastaldi

    P.S.
    Ainda bem que por entre tantas trilhas, nossos caminhos se cruzaram, se bem que foi por um breve instante, mas altamente significativo.
    Dono de um humor sagaz, o qual espero que mantenha por muitos e muitos atalhos, terá muitas e muitas histórias pra contar. Ainda bem, pois a caminhada é longa, longa...

    ResponderExcluir