Mesmo sempre me ferrando com o tal personagem, eu sempre via um pouco de humor e um pouco de sarcasmo também naquilo que fazia. Essa vinda pra Hortolândia com o passar do tempo veio me agradando hoje faço dessa cidade meu lugar de descanso e lazer (apesar de sempre ir me divertir em outra cidade). A minha vida foi se tornando uma reação em cadeia, conhecia um que conhecia outro que por sua vez conhecia mais um, e no final das contas acabei conhecendo um bucado de gente. O tempo foi passando eu na mesmice de sempre, lutava daqui, ganhava dali, muitas vezes perdia, mas sempre tinha a esperança de que um dia eu ia conhecer alguém que me levasse a tudo que tenho hoje.
E assim foi acontecendo, até que então começo a estudar na E.E. Guido Rosolén, quinta série nada de anormal naquele lugar, exceto o diretor que naquela época me causava pesadelos, mais hoje diria que sou bem capaz de encarar ele numa boa, vi que não é o que os outros falam mais sim o que eu sei. Primeiro dia de aula, entrei na sala aquele bando de gente que eu nunca tinha visto, todos me encaravam pensando que eu era de outro pais ou sei lá o que. Avançando a fita chego num dia épico na minha vida, conheci um garoto nada tão espetacular, mais senti que aquele era a chave pra minha vida naquela escola.
Walter Felipe, esse é o nome do dito cujo, foi a partir dele que a minha vida começou, passei a maior parte do tempo estudando com ele, nesse meio tempo conheci um garoto, Gustavo Marcel, de primeira vista era apenas mais um no meio da multidão, mas percebi recentemente que ele foi o cara que tava guardando tudo que eu sempre precisei ( mais pra frente você vai entender o porque). Bom eu nunca mais tinha conversado com o Gustavo, fui seguindo minha vida daquela forma, tentava sempre conquistar uma garota, mais ela nunca dava bola pra mim, Fernanda Dias, aquilo sim era garota, mais era muita areia pro meu caminhão, confesso que já fiquei doente por essa garota e o mais engraçado é que eu sentava do lado dela, e ela nunca soube que eu era perdidamente de amor por ela, esse foi meu primeiro ”amor” (agora que eu vejo o quão eu era besta, sem comentários).
Ano passa, e consigo trouxe muitas lições de vida pra mim, eis então que eu conheço um cara excepcionalmente exclusivo, Plínio Leal Neves, meu primeiro e até mesmo único amigo de verdade. Inicialmente batíamos muito de frente, ele um garoto muito racional em vista de mim, um aglomerado de emoções mais um toque de impulsividade e de quebra um senso de humor atrapalhado. Mais a vida me ensinou a conviver com pessoas do tipo dele, tanto é que isso aconteceu nos meus 14 anos e agora já com 17 ainda estudo com ele e diria que somos mais que amigos.

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